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As aplicações da metodologia do storytelling no mercado de turismo

27/9/2019

Max Franco aborda na Vila do Saber como e por que as histórias engajam as pessoas e qual o papel do agente de turismo

 

 

O especialista em educação e mestre em gestão de negócios turísticos, Max Franco, ministrou, no último dia da ABAV Expo (27), a palestra “A jornada do viajante: a essência da experiência do turismo”, e falou sobre as razões pelas quais as pessoas querem viajar, e a importância do storytelling no turismo. Segundo Max, não existe melhor forma de promover o turismo do que contando histórias. “Desde os tempos mais primórdios, somos seres itinerantes, em busca de situações que nos trouxessem adrenalinas. A princípio a busca era por alimento, refúgio, segurança, o que muitas vezes nos colocava em situações de perigo e adrenalina”, destacou.

 

 

“Hoje, nossas maiores preocupações são se conseguiremos pagar o aluguel no final do mês, se ficaremos presos no trânsito na volta para casa, se seremos assaltados na próxima esquina. Mas, qual a verdadeira emoção nisso? Qual a adrenalina que temos em nossa rotina? Praticamente zero! E é por isso que as pessoas buscam a fuga no turismo, pois é ele quem nos possibilita experimentar uma vida diferente, e fugir do tédio do dia a dia”, explica o professor.

 

 

Como as pessoas estão em busca de novas emoções, para se tornar ainda mais atraente, o turismo precisa dar um significado para as experiências que oferece, dar um sentido para que as pessoas queiram ir para lá. “Um lugar que sabe contar histórias torna-se muito mais atraente aos olhos do público. O turismo se alimenta de imagens e narrativas, é baseado em histórias”. O consultor citou como exemplo a Plataforma 9 ¾ da estação Kings Cross, em Londres, inspirada no filme Harry Potter, que atrai turistas o ano inteiro, muitos por gostarem do filme e dos livros de J.K Rowling.

 

 

Max comparou a busca das pessoas pelo turismo com a “A Jornada do Herói”, uma estrutura para contar histórias que nasceu com o estudioso norte-americano Joseph Campbell, na obra O Herói de Mil Faces. São 12 etapas na Jornada do Herói: o mundo comum; o chamado à aventura; a recusa do chamado; o encontro com o mentor; a travessia do primeiro limiar; provas, aliados e inimigos; aproximação da caverna secreta; a provação; a recompensa; o caminho de volta; a ressurreição; e o retorno com o elixir. Essa estrutura é encontrada na maioria das construções das histórias de filmes e séries, até os dias de hoje.

 

 

Trazendo isso para o turismo, ele menciona o herói como aquele que busca em uma viagem aquela nova aventura, o desafio, a experiência que vai tirá-lo da mesmice, e trazer um novo sentido para sua vida. E o papel do agente de viagem é ser o mentor, aquele que sabe exatamente o tipo de experiência que ele busca, e vai orientá-lo nessa busca. Por fim, o elixir é a bagagem cultural com a qual ele volta para casa, as memórias, e as histórias que ele terá para contar. “A vida são as experiências, os enfrentamentos. Sempre que voltamos de uma viagem, de alguma forma, nós voltamos melhores do que éramos antes. E essa riqueza está nas histórias que temos para contar”.

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